biografia expandida
RITAMARIA é educadora musical, performer e produtora cultural,tendo iniciado suas atividades artísticas há mais de 25 anos. É mestra pelo programa de mestrado profissional voltado para o ensino das práticas musicais, PROEMUS, na UNIRIO. Desenvolve pesquisa em processos criativos através da escuta, voz e corpo, construção de instrumentos, improvisação, decoloneidade, feminismo e interação entre linguagens (música, dança, teatro, literatura, vídeo).
Seu primeiro disco autoral, Fora de Órbita, foi lançado no SESC Pompéia em 2005 e teve papel definitivo na trajetória da artista, levando-a a palcos diversos no país, ao lado de grandes nomes da música brasileira, como Ná Ozzetti, Suzana Salles, Renato Braz, Carlos Careqa, entre outros. No ano de 2007 foi selecionada para o I Festival da Canção de São Luiz do Paraitinga e para o Festival da Canção Botucanto. Participou como intérprete do projeto Chiquinha em Revista (Selo SESC - 2010) e do Projeto Baião de Todos, em homenagem a Luiz Gonzaga, integrando a banda que acompanhou diversos artistas, entre eles Elza Soares, Zélia Duncan e Tulipa, em show realizado na Feira de Caruaru, durante o São João de 2010. Lançou de forma independente seu segundo álbum, No Mundaréu(2013).
Em 2008, já com mais de 10 anos de atuação profissional, entre grupos vocais e projetos solo, ingressa na Faculdade de Música da USP. A partir desse momento, seu trabalho começou a circular no Brasil e na América Latina, nos formatos de oficinas de Voz e Criatividade e Concertos Interativos, tendo passado por Florianópolis (Circuito Circular), Belo Horizonte (Projeto Mulheres Criando), Cuiabá (SESC Arsenal), Rondonópolis (SESC), Vitória (Seminário Nacional do Fladem Brasil), Rio de Janeiro (Pós Fladem - Conservatório Brasileiro de Música), Sobral (Jornadas Fladem Brasil) e em países como Guatemala, Peru, El Salvador, Argentina, Uruguai, Colômbia, Costa Rica e México.
É membro do Foro Latinoamericano de Educadores Musicais (FLADEM) desde 2013, contribuindo ativamente com a construção de pensamento e ações em educação musical na América Latina, sendo parte integrante do corpo docente do Curso Formativo em Pedagogias Abertas do Foro nos anos de 2018 (Peru), 2019 (Colombia) e 2022 (Costa Rica).
Contemplada pelo edital de intercâmbio do MinC (2015) para a realização de uma gira pedagógico-musical de 20 dias nos países Guatemala e El Salvador. Contemplada também pelo edital Ibermúsicas (2017) para realização de gira pedagógica-musical pelo México. No ano de 2019 realizou uma gira independente pelo México, promovendo ações educativas e concertos interativos em diversos estados do Centro-sul do país.
Sua pesquisa transdisciplinar levou-a a atuar junto à Companhia de Dança Giz de Cena como preparadora vocal e intérprete, durante a criação do espetáculo Meio-dia Panela Vazia, contemplado na 10ª edição do Fomento à Dança da Cidade de São Paulo.
Co-criadora do Coro Profana (2013-2018), grupo vocal experimental que investigava improvisação, performance e processos coletivos em corpo e voz. Dirigiu o grupo vocal feminino Vozeiral, que com seu ativismo realizou diversas apresentações na cidade de São Paulo, muitas delas dirigidas especialmente a mulheres.
O grupo Vozeiral foi destaque no carnaval de São Paulo, com três marchinhas feministas premiadas pelo Festival de Marchinhas do Bloco Trupica por 3 anos consecutivos (2017, 2018 e 2019). Integrou a Orquestra do Corpo, projeto criado por Fernando Barba e Stenio Mendes e colabora com projetos educativos e de performance ao lado do grupo Música do Círculo (música corporal). Ao lado desse grupo, participou como educadora e performer de eventos como o Sampa Circle Songs (realizado na Galeria Olido em 2018) e em shows ao lado de importantes artistas da cena da música corporal internacional, como Roger Treece (EUA) e Joe Blake (EUA).
Durante os anos de 2018 e 2022, participou como música-educadora do Projeto A Música da Gente, coordenado pelo educador Carlos Kater, atuando na formação musical de crianças e de professores de artes da rede municipal de São Bernardo do Campo. Entre 2021 e 2023 integrou a equipe de arte-educadores do Instituto Olga Kos, atuando em diversos projetos voltados para a inclusão de pessoas com deficiência.
No ano de 2022, atuou como produtora e performer junto à Nomade Label DAO, projeto fundado por Lea Arafah, realizando diversas ações culturais de arte transdisciplinar, online e nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, reunindo mais de 70 artistas de diversas linguagens.
Também em 2022, foi convidada a colaborar com a Cia. Menina Fulô, grupo dedicado à criação de espetáculos e vivências voltadas para a primeira infância. Atualmente, com o grupo, circula com o espetáculo Dança Dentro e com a oficina Água - Primeiro Brinquedo. Essas ações estão principalmente concentradas na periferia de São Paulo, tendo como foco principal a Zona Leste. Esse projeto vem circulando por diversas CEIs e EMEIs, Casas de Cultura e SESCs de São Paulo e Rio de Janeiro.
No ano de 2023, ingressou no mestrado profissional da UNIRIO, dentro do programa de Ensino das Práticas Musicais, concluído em 2024 e contemplado com o Prêmio de melhor artefato defendido no ano de 2024 pelo programa. No mesmo ano, foi mediadora do Núcleo de Pesquisas de Expressividade Sonora, no Projeto Frentes Coletivas de Luta, da cia. A Digna, contemplado na 40ª edição do Fomento ao Teatro (2023).
Junto com o Coletivo Corpo Aberto, participa como musicista do espetáculo infantil REVOADA, que conta com mais de 100 apresentações entre circuitos culturais, SESCs, SESI, Casas de Cultura, Bibliotecas Municipais, CEUs entre outros espaços, desde 2022.
No ano de 2024, o Coletivo convidou a artista a participar do processo criativo do espetáculo Casa de Vó, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, para o qual Ritamaria compôs a trilha sonora original. Casa de Vó tem circulado por diversos SESCs e espaços culturais desde sua estréia em 2024, chamando atenção da crítica especializada e cativando o público de todas as idades.
Ao lado do performer Odacy Oliveira, vem desenvolvendo projetos de interação entre dança e canto, tendo composto a trilha sonora para o Espetáculo Salto no Vazio, em que o performer dança com árvores. O espetáculo foi apresentado no Festival SESC de Circo - CIRCOS, em agosto de 2025.
Seu ativismo cultural levou-a a criar, ao lado de José Vieira, o Projeto Alberto Seabra 1128, atualmente chamado Casa Japuanga - comunidade urbana que reúne profissionais de diversas áreas com a proposta de abrir o espaço da casa para outras formas de convívio e relação com a arte, a cultura e a ocupação da cidade. O Projeto foi contemplado pela Lei Rouanet em 2014, o que potencializou suas ações, transformando a casa-moradia em um Território Autônomo Cultural, que é referência na cidade de São Paulo desde 2010. Pela casa já passaram artistas renomados, como Alaíde Costa, Tião Carvalho e Totó La Momposina (COL).
Sua trajetória abraça a performance, a educação e a produção cultural desde os primeiros anos de atuação (1995) enquanto ainda era estudante de arquitetura (FAU-USP), em São Paulo. Durante esse período, Rita organizou diversos festivais e eventos, entre eles a Semana Musical FAU 50 anos, reunindo mais de 20 atrações entre docentes, estudantes, funcionários e egressos da instituição, e diversos shows do Projeto Atitudes Musicais, ao lado da Secretaria de Estado da Cultura, ação que em 1998 lhe rendeu o Prêmio Parceiros da Cultura.
Em sua formação traz cursos de canto popular e erudito, canto e desvendar da voz, pedagogia vocal, improvisação, pedagogia griô, percussão brasileira, percussão corporal, regência coral, arranjo vocal, eutonia, danças brasileiras, dança contemporânea, processos de criação coletiva, entre outras.
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